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Dia Mundial da Hemofilia

Celebrado em 17 de abril, o Dia Mundial da Hemofilia é marcado por ações de conscientização sobre esta doença que afeta 1 em cada 5.000 meninos nascidos e pode ser fatal em casos mais graves.

A data foi estabelecida em 1989, para homenagear o aniversário de Frank Schnabel, fundador da Federação Mundial da Hemofilia, que buscava, com ações e mobilizações, desmistificar as causas, sintomas e dificuldades das pessoas que convivem com a patologia.

A hemofilia é uma condição rara, na maioria das vezes hereditária, que se caracteriza pela dificuldade de coagulação do sangue. Isso ocorre pela falta ou diminuição de algumas proteínas no corpo, conhecidas como fatores, que são encarregadas por este processo. Pessoas com esta condição possuem dificuldade de cessar sangramentos naturalmente, podendo conviver com hematomas, inchaço e dores, ou até mesmo com problemas mais sérios, como a redução da mobilidade e, em casos mais raros, lesões em órgãos vitais.

A maioria das ocorrências são diagnosticadas em meninos nos primeiros anos de vida. Estimativas dão conta de que quase 12 mil pessoas convivem com a hemofilia no Brasil.

O tipo A representa 80% dos casos e é causado pela deficiência do Fator VIII, e se caracteriza por indivíduos que possuem baixa ou nenhuma produção deste fator. Já o tipo B é decorrente da ausência do Fator IX.

Apesar de não ter cura, pessoas que lidam com a hemofilia podem controlar os sangramentos com a realização de tratamento adequado. Atualmente esse tratamento é feito com Reposição do fator de coagulação, através de infusões intravenosas, que podem ser feitas de 2 a 3 vezes por semana, de maneira preventiva, ou sob demanda, em casos de sangramentos.

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HUSM realiza transplante inédito

Integrando o quadro de médicos hematologistas do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) desde 2016 e tendo participado de diversos transplantes, a Drª Juliana Chiodeli Salvador fez parte da equipe envolvida em um procedimento inédito no HUSM, realizado na última sexta-feira, 18/03/2022.

Trata-se de um Transplante de Medula Óssea Haploidêntico, quando doador e receptor não são 100% compatíveis.

A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso localizado no interior dos ossos, responsável por fabricar os elementos do nosso sangue. É lá que nascem as células-tronco hematopoéticas, que após o processo de diferenciação se tornam os glóbulos brancos (que combatem infecções), vermelhos (que carregam oxigênio) e plaquetas (que ajudam na coagulação), sendo então lançados na corrente sanguínea.

O Transplante Alogênico de Medula Óssea é realizado a partir de um doador, cujo grau de compatibilidade é determinado por um conjunto de genes localizados no cromossomo 6. Na impossibilidade de um doador 100% compatível, é possível fazer um transplante com doador 50% compatível, como o realizado no HUSM, chamado Transplante Haploidêntico.

Com 326 transplantes de medula realizados desde a década de 90, o HUSM é referência neste tipo de tratamento. Entretanto, esta foi a primeira vez que sua equipe médica realizou um Transplante Haploidêntico, procedimento relativamente novo no mundo, sendo realizado na última década.

João Paulo Pasa, de 65 anos, funcionário técnico administrativo da prefeitura de Santa Maria, foi diagnosticado com leucemia há cerca de 3 anos e meio. Desde o início do tratamento foram realizadas 8 internações para quimio e radioterapia. Em 2020 foi constatada a necessidade de um transplante.

Não tendo encontrado doador 100% compatível, a solução veio através do transplante haploidêntico, com a filha de João Paulo como doadora.

O procedimento durou cerca de 4 horas e envolveu uma equipe de 15 profissionais, entre médicos e enfermeiros. Naiana, a doadora, foi anestesiada e posicionada de bruços, os médicos fizeram a punção e as aspirações para a coleta da medula do osso da bacia. O material foi repassado, em seringas, aos enfermeiros, que fizeram a preparação ali mesmo. Filtrada e pronta, a medula foi infundida no paciente.

Naiana, a doadora, já foi liberada. João Paulo deve ficar em média 30 dias internado para acompanhamento clínico. Ambos passam bem.

 

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Dia Nacional de Combate ao Câncer

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Agressivas e incontroláveis, estas células dividem-se rapidamente, determinando a formação de tumores, que podem se espalhar pelo corpo.

O câncer surge de uma mutação genética, uma alteração no DNA da célula, que passa a receber instruções erradas para suas atividades. Em razão dos vários tipos de células do corpo, originam-se os diferentes tipos de câncer.

Embora não tenha uma causa única, o câncer pode surgir por fatores externos (presentes no ambiente) e internos (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Esses fatores podem interagir de diversas formas, originando o câncer.

Existem ainda alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais suscetíveis à ação dos agentes cancerígenos do ambiente.

A prevenção do câncer engloba ações para reduzir os riscos de ter a doença.

O objetivo da prevenção primária é impedir que o câncer se desenvolva. Isso inclui evitar a exposição a fatores de risco e adotar um modo de vida saudável.

A prevenção secundária visa detectar e tratar doenças pré-malignas (por exemplo, lesão causada pelo vírus HPV ou pólipos nas paredes do intestino) ou cânceres assintomáticos iniciais.

O Dia Nacional de Combate ao Câncer foi instituído em 1988, com o objetivo de ampliar o conhecimento da população brasileira sobre o câncer, principalmente a sua prevenção.

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Dia do Doador Voluntário de Sangue

Comemorado em 25 de novembro, o Dia do Doador Voluntário de Sangue se destina a homenagear as pessoas que dedicam um tempinho do seu dia para doar sangue, e serve também para informar e conscientizar a população sobre a importância de ser um doador.

Doar sangue é um ato de solidariedade que ajuda a salvar vidas todos os dias, por meio das transfusões de sangue. Atualmente, são doadas cerca de 3,6 milhões de bolsas de sangue por ano no Brasil, segundo dados da Fundação Pró-Sangue.

Estabelecido através do decreto 53.988, de 30 de junho de 1964, o Dia do Doador Voluntário de Sangue foi definido como 25 de novembro em razão do aniversário de fundação da Associação Brasileira de Doadores Voluntários de Sangue.

Os doadores também podem celebrar o dia 14 de junho, Dia Mundial do Doador de Sangue.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para doar sangue é necessário seguir algumas regras, dentre as quais:
• Ter entre 16 e 69 anos;
• Ter, no mínimo, 50 quilos;
• Estar saudável;
• Estar bem alimentado e descansado;
• Após o parto, as mulheres devem esperar para doar sangue – entre 90 dias (parto normal) e 180 dias (cesariana);
• Após uma doação de sangue as mulheres devem esperar 90 dias para voltar a doar, enquanto que os homens devem esperar 60.

Em Santa Maria, as doações são feitas no Hemocentro Regional de Santa Maria, que fica na Alameda Santiago do Chile, nº 35. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h e no 3º sábado do mês das 8h às 12h.

As doações devem ser agendadas pelos telefones (55) 3221 5262, (55) 3221 5192, pelo WhatsApp (55) 98428 8274 ou pelo agendamento online, disponível no link: https://saude.rs.gov.br/agendamento-para-doacao-de-sangue

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Dia Mundial da Síndrome Mielodisplásica

A Síndrome Mielodisplásica ou SMD é uma desordem da medula óssea que se caracteriza pela incapacidade da medula óssea de produzir células sanguíneas maduras e funcionais.

De uma maneira simplificada, a medula óssea é a responsável por produzir os três tipos de células do sangue:

Os glóbulos vermelhos ou hemácias – responsáveis pelo transporte de oxigênio para os tecidos;
Os glóbulos brancos ou leucócitos – encarregados da defesa do organismo;
E as plaquetas – essenciais na coagulação do sangue e portanto, para evitar sangramentos.

Os principais sinais da SMD decorrem da diminuição de um ou mais tipos de células do sangue, podendo apresentar como sintomas:

• Queda de hemoglobina com palidez cutânea, fraqueza, tontura, palpitações e falta de ar;
• Queda de leucócitos com infecções de repetição, principalmente bacterianas;
• Queda de plaquetas com risco aumentado de sangramentos.

A Síndrome Mielodisplásica também se caracteriza pelo risco de evolução para uma leucemia mieloide aguda. Este risco pode ser mais elevado em alguns pacientes, dependendo de alguns critérios observados no diagnóstico e ao longo da doença. A definição desse risco serve de norte para o tratamento da SMD.

A doença tem incidência em torno de 4 a 5 casos a cada 100.000 pessoas por ano e aumenta com a idade, principalmente acima dos 65 anos, mas também existem raros casos em pacientes jovens e até crianças.

A SMD pode ser primária, ou seja, sem nenhuma causa relacionada, ou secundária, quando ocorre após tratamento com quimioterapia e radiação para outros tipos de câncer.

O primeiro passo para diagnosticar a doença está no hemograma, onde se pode visualizar baixas taxas de uma ou mais linhagens de células do sangue.

O diagnóstico precoce garante melhores resultados no tratamento. Por isso é importante observar os sintomas, bem como realizar exames periodicamente.

Dia Mundial de Conscientização da Trombose

Criada para conscientizar sobre a doença e seus sintomas, a data visa também incentivar a busca por tratamento médico especializado.

Trombose é a formação de um coágulo no sangue, chamado “trombo”, que obstrui ou dificulta a circulação de um vaso sanguíneo.

Dependendo do local afetado e da extensão do quadro, os sintomas da trombose variam. Os mais comuns são inchaço, vermelhidão, limitações de movimento e dor local.

Em alguns quadros, esses coágulos se desprendem e viajam pela corrente sanguínea até os pulmões, causando embolia pulmonar, ou até o cérebro, ocasionando um AVC.

O problema vem sendo bastante visto com a pandemia da COVID-19, já que é alta a incidência de trombose em pacientes que tem casos graves da infeção pelo coronavírus e chegam em 20% a 30% entre os que estão em CTI.

Em certos casos, o próprio organismo dissolve os coágulos, sem repercussões. O problema ocorre quando o trombo se avoluma ou o bloqueio sanguíneo persiste, o que pode ocasionar inflamações nas veias e artérias, nessas situações é necessário tratamento médico para evitar consequências mais graves.

A trombose venosa profunda (TVP) é o tipo mais comum da doença e ocorre quando o coágulo se forma em uma veia de calibre maior e gera um processo inflamatório. A sensação de peso nas pernas, sobretudo no final do dia, está entre os sintomas da TVP. Varizes também podem ser um sinal do problema, já que são veias tortuosas, dilatadas e que perdem a capacidade de levar o sangue corretamente de volta para o coração.

A trombose arterial (TA), como o nome sugere, ocorre nas artérias, reduzindo o fluxo do sangue para uma região específica do organismo. Isso pode causar falta de oxigenação do tecido, evoluindo para uma gangrena. Um sinal disso é quando o membro fica pálido e gelado.

Existem três principais razões biológicas para a TVP:

Fatores de coagulação: os coágulos para cicatrização são gerados por proteínas, entre outras coisas. Algumas pessoas, por motivos genéticos, tendem a apresentar uma concentração maior dessas moléculas. Certas medicações também podem interferir nesse processo.

Estase: ocorre quando a circulação sanguínea fica estagnada. Isso acontece ao permanecer sentado ou deitado por muito tempo, com as pernas na mesma posição, como em internações hospitalares ou viagens de longa duração.

Alteração da parede das veias: traumas ou intervenções cirúrgicas podem mexer com o estado desses vasos, fazendo com que sejam mais propensos a alojar um trombo. O cigarro também favorece esse quadro, porque danifica os vasos sanguíneos.

Para a TA, a maioria dos casos surge em decorrência da aterosclerose: formação de placas de gordura e outras substâncias nas artérias. Isso está atrelado a diversas questões como colesterol alto, diabetes, hipertensão, obesidade, cigarro entre outros.

Embora seja mais comum a partir dos 60 anos e com grande influência genética, a trombose tem fatores de risco modificáveis. Para os homens, o tabagismo, o sedentarismo e o consumo de álcool são os principais. Para as mulheres, os hábitos desequilibrados também contam, além da gravidez e do uso de pílulas anticoncepcionais, sobretudo sem acompanhamento médico.

Para diagnóstico da trombose, são realizados exames de ecodoppler vascular, que é como um ultrassom para os vasos sanguíneos.

Em indivíduos com histórico familiar de trombose, pode ser feito teste de fator de coagulação (um exame de sangue). Se ele apontar tendência genética à formação de coágulos, podem ser adotadas medidas para prevenir ou evitar tromboses crônicas.

O trombo em si pode ser dissolvido ou retirado por meio de remédios, cirurgias ou outras tecnologias, ou o vaso afetado pode ser eliminado. Isso alivia ou até mesmo resolve os sintomas, desse ponto de vista é possível pensar em uma cura.

Entretanto, a pessoa precisa manter cuidados durante toda a vida para não sofrer novos casos de trombose ou para minimizar as consequências. O tratamento depende do tipo de trombose e sua gravidade.

A TVP é tratada com anticoagulantes, meias elásticas para compressão das pernas e remédios que facilitam o retorno do sangue ao coração. A TA é tratada com medicações que dificultam a formação de trombos, baixam o colesterol e vasodilatadores. Com exceção de anticoagulantes orais mais recentes, a maior parte das drogas está disponível no SUS.

Exercícios físicos supervisionados também são encarados como parte importante do tratamento das tromboses.

Para reduzir a possibilidade de sofrer com a trombose, é necessário manter uma alimentação adequada, praticar exercícios físicos, não fumar, maneirar no álcool e controlar o peso e as doenças crônicas (diabetes e hipertensão).

Dia Mundial da Conscientização da Trombose

No dia 13/10 é comemorado o Dia Mundial da Trombose. A data, criada em 2014 pela Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH, em inglês), tem por objetivo aumentar o conhecimento sobre o impacto da trombose na vida das pessoas. Dados da instituição dão conta de que, apesar dos avanços científicos na compreensão, diagnóstico e tratamento das tromboses, sua incidência continua aumento em todo o mundo.

A data também serve de alerta para a melhoria das políticas públicas para um diagnóstico correto da trombose, visando diminuir a mortalidade e aumentar a qualidade de vida dos pacientes. Hoje a trombose é considerada fator de morte global, sendo causa de mortalidade de 1 a cada 4 pessoas no mundo.

A trombose é caracterizada pela formação ou desenvolvimento de um coágulo sanguíneo que causa obstrução e inflamação na parede do vaso, denominada trombose venosa profunda. Os membros inferiores são os locais mais comuns, tendo como sintomas dor, inchaço, aumento da temperatura nas pernas, coloração vermelho-escura ou arroxeada e endurecimento da pele. Em alguns casos, a trombose pode ser completamente assintomática.

O tratamento da trombose é feito através do uso de anticoagulantes, que reduzem a viscosidade do sangue e dissolvem o coágulo. Além de ajudar a diminuir o risco e evitar a ocorrência de novos episódios e sequelas.

Como prevenir a trombose:

  • Procure um médico para saber se você faz parte de um grupo de risco. Existem medidas preventivas que podem ser adotadas;
  • Pare de fumar. Os componentes do cigarro causam lesões nas veias e artérias;
  • Beba álcool de forma moderada;
  • Movimente-se. Se você precisa permanecer muito tempo sentado, no trabalho ou em viagens, faça pausas para ficar em pé ou caminhar um pouco. Vestir meias elásticas ou massagear a panturrilha, pressionando-a de baixo para cima, ajuda bastante;
  • Use meias elásticas especialmente se você tem varizes;
  • Não se automedique. Se apresentar algum sintoma que possa sugerir a formação da trombose, procure atendimento médico.

Dia Mundial do Mieloma Múltiplo

O Mieloma Múltiplo, na maior parte dos casos, ocorre em pessoas acima dos 60 anos de idade e se origina na medula óssea. Os linfócitos se diferenciam, tornando-se plasmócitos, responsáveis pela produção de imunoglobulinas de vários tipos, nossos anticorpos. Quando o Mieloma Múltiplo ocorre, há uma mutação celular em um ou mais genes, criando uma produção de plasmócitos anormais (doentes), que fabricam imunoglobulinas anormais, chamadas proteínas monoclonais ou proteínas M, entre outros nomes.

Alguns dos tratamentos que podem ser usados para o Mieloma Múltiplo:

Quimioterapia: é a opção mais antiga e mais comum no Brasil. Medicamentos potentes são usados em conjunto, visando eliminar as células doentes do organismo. Os imunomoduladores atuam diretamente no sistema imunológico, ajudando a eliminar as células cancerígenas. Os inibidores do proteassoma inibem a ação da proteassoma, provocando reações e promovendo a morte das células doentes. Recentemente a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) realizou uma consulta pública para inclusão do Bortezomibe no tratamento de Mieloma Múltiplo no sistema público de saúde.

Imunoterapia: utiliza medicamentos também chamados anticorpos monoclonais, para atacar o alvo da célula, ao mesmo tempo que estimula o próprio sistema imunológico do corpo a atacar as células cancerígenas.

CAR-T Cell: esse tratamento isola um tipo de linfócito T, o trabalha em laboratório e o insere no paciente para que o câncer seja combatido.

Transplante de Medula Óssea (TMO): quando não houver contraindicação, pode ser realizado o TMO autólogo, quando é usada a medula do próprio paciente para o transplante. O procedimento é realizado após análise do estadiamento da doença, tratamento quimioterápico para redução e avaliação das condições de saúde do paciente.

O Mieloma Múltiplo não tem cura, mas é possível chegar a uma remissão completa da doença (quando os exames não mostram mais células doentes no organismo). O diagnóstico precoce é muito importante faz muita diferença nos resultados do tratamento.

Ajude os pacientes com Mieloma Múltiplo

A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) solicitou à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) que avalie a incorporação do Bortezomibe para o tratamento de mieloma múltiplo em pacientes tratados, inelegíveis ao transplante de células-tronco; pacientes não tratados, elegíveis ao transplante de células-tronco e pacientes previamente tratados.

A Portaria 708/2017, já aprovou e incluiu a medicação para uso quimioterápico de primeira linha. Desde então vários estudos foram realizados e hoje sabe-se que é possível utilizar o Bortezomibe em todas as linhas terapêuticas.

Este remédio resulta em melhorias significativas nas taxas de resposta e na sobrevida livre da progressão da doença.

Atualmente o SUS não disponibiliza essa medicação e é necessário pedido judicial para tratamento adequado dos pacientes com essa doença.

Participe da Consulta Pública e ajude milhares de pacientes!

Saiba como:

Acesse o site da Consulta Pública:

http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=58369

 

 

 

 

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Se você teve alguma experiência com o medicamento, marque a opção e descreva os efeitos positivos e negativos.

Você também pode anexar documentos que justifiquem sua opinião.

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Coronavírus (COVID-19): Orientações para pacientes em tratamento oncológico

Diante da atual pandemia causada pelo Coronavírus, que causa a doença COVID-19, são importantes algumas medidas para pessoas em tratamento do câncer e seus familiares, além de alguns esclarecimentos. Os principais sintomas do COVID-19 são bastante parecidos com os de problemas respiratórios: febre, tosse, nariz escorrendo e dor de garganta. O contágio se dá através de gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, ou contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Questões importantes:

Paciente em tratamento do câncer tem risco aumentado?

Ainda não existe uma certeza, mas provavelmente sim. Indivíduos em tratamento do câncer, em uso de quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia são considerados mais vulneráveis para infecções, pois o tratamento do câncer diminui a resposta do organismo. Nestas condições as infecções podem ser mais graves, e o mesmo deve ocorrer na COVID-19, porém ainda existem poucas informações para confirmar isso.

O tratamento do câncer será modificado devido a pandemia?

Não. O tratamento deverá continuar normalmente. Não interrompa ou atrase seus ciclos por medo ou desinformação. Mudanças na programação podem modificar o sucesso do tratamento. Apenas seu médico poderá fazer ajustes na sua programação caso ele identifique algo que afete a sua segurança.

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