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Hematologia Oncológica

CONHEÇA OS PRINCIPAIS SINTOMAS

HEMATOLOGIA ONCOLÓGICA

LINFOMAS

Linfoma é uma forma de neoplasia que se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos e tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo.

O linfoma surge quando um se transforma em uma célula maligna, capaz de crescer descontroladamente e disseminar-se.

São necessários vários tipos de exames para o diagnóstico adequado dos Linfomas Não-Hodgkin e Hodgkin. Esses exames permitem determinar o tipo exato de linfoma e esclarecer outras características, cujas informações são úteis para decisão da forma mais eficaz de tratamento a ser empregado.

Entre os exames para a detecção do linfoma estão a biópsia (retirada de pequena porção de tecido, em geral dos gânglios linfáticos, para análise em laboratório de anatomia patológica), punção lombar, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Após a confirmação do diagnóstico, a doença é classificada de acordo com o tipo de linfoma (indolente, de crescimento relativamente lento; ou agressivo, de alto grau e desenvolvimento rápido) e o estágio em que se encontra.

Pessoas com sistema imune comprometido, como consequência de doenças genéticas hereditárias, infecção pelo HIV e uso de drogas imunossupressoras, tem risco um pouco maior de desenvolver doença de Hodgkin. O tratamento clássico é a poliquimioterapia (quimioterapia com múltiplas drogas), com ou sem radioterapia associada. Dependendo do estágio da doença no momento do diagnóstico, pode-se estimar o prognóstico do paciente com o tratamento.

LEUCEMIAS AGUDAS

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos), geralmente, de origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. A medula é o local de formação das células sanguíneas e ocupa a cavidade dos ossos, sendo popularmente conhecida por tutano. Nela são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos, aos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e às plaquetas.

Os principais sintomas decorrem do acúmulo de células defeituosas na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia, que por sua vez causa fadiga e palpitação), dos glóbulos brancos (deixando o organismo mais sujeito a infecções) e das plaquetas (ocasionando sangramentos das gengivas e pelo nariz, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos sob a pele).

O paciente pode apresentar gânglios linfáticos inchados, mas sem dor, principalmente na região do pescoço e das axilas; febre ou suores noturnos; perda de peso sem motivo aparente; desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e nas articulações.

As causas da leucemia ainda não estão definidas, mas, suspeita-se da associação entre determinados fatores com o risco aumentado de desenvolver alguns tipos específicos:

  • Tabagismo: leucemia mieloide aguda
  • Radiação (radioterapia, raios X): leucemia mieloide aguda e crônica e leucemia linfoide aguda
  •  Síndrome de Down e outras doenças hereditárias: leucemia aguda
  • Benzeno (encontrado na fumaça do cigarro, gasolina e largamente usado na indústria química): leucemia mieloide aguda e crônica, leucemia linfoide aguda
  • Quimioterapia (algumas classes de drogas): leucemia mieloide aguda e leucemia linfoide aguda
  • ​Síndrome mielodisplásica e outras desordens sanguíneas: leucemia mieloide aguda.

O tratamento para leucemia mielóide aguda  (LMA) é indicado pelo oncologista e pode ser realizado através de quimioterapia com vários medicamentos e transplante de medula óssea.

Alguns meses após o tratamento inicial, o paciente é submetido a quimioterapia adicional, que garante a eliminação do maior número de células cancerígenas possível.

LEUCEMIA MIELÓIDE CRÔNICA

A leucemia mielóide crônica (LMC) é um tumor ocasionada pelo acúmulo de células mielóides, que são células que fazem parte da imunidade do corpo humano. Ocorre principalmente em adultos entre 50 e 55 anos.

É um tipo de câncer que se inicia nas células mielóides da medula óssea. Há alterações genéticas nestas células imaturas, ocasionando a formação do gene anormal BCR-ABL, que transforma a célula mielóide em uma célula leucêmica.

Inicialmente a doença tem uma evolução lenta. Quando as células doentes ocupam a medula óssea e caem na circulação sanguínea pode infiltrar outros órgãos, principalmente o baço.

Os tumores de um modo geral são causados por mutações no DNA que levam a célula a se dividir sem controle, produzindo proteínas e fatores estimuladores de crescimento.

Os principais sintomas são aumento do baço, sensação de fraqueza, cansaço, sudorese noturna, perda de peso, perda de apetite, palidez, febre e dor óssea.

Um hemograma completo pode identificar anormalidades nas células do sangue, ajudando o médico no realizamento do diagnóstico. A análise da medula óssea com métodos como biópsia e aspiração de medula óssea também são importantes para o diagnóstico. Neles são retirados amostras de medula óssea do osso do quadril para a realização de testes laboratoriais. Existem também testes para detectar o cromossomo philadelphia no sangue, como a análise de hibridização in situ fluorescente e o teste de reação em cadeia da polimerase.

O tratamento para a leucemia mielóide crônica é mais simples, pois há possibilidade do uso de drogas orais que controlam a doença em longo prazo.

LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA

A leucemia linfoide crônica é um subtipo de leucemia conhecido desde 1903. Ocorre em virtude de uma lesão adquirida, ou seja, não hereditária, no material genético de um linfócito na medula-óssea. Esta célula passa a proliferar sem controle e a invadir diferentes tecidos e o sistema sanguíneo.

Na sua forma crônica, os linfócitos doentes convivem com a produção de sangue normal por longo período de tempo, o que explica a evolução mais lenta.

O paciente pode estar bem sem nenhum sintoma sugestivo. Muitas vezes o diagnóstico é iniciado por meio de um hemograma realizado de forma preventiva.

O diagnóstico da leucemia linfoide crônica envolve a comprovação do aumento de linfócitos no sangue periférico determinado por hemograma seriado e prevalência de um população anômala de linfócitos pela citometria de fluxo.

Em virtude de ser uma doença de crescimento muito lento, o tratamento pode variar na forma e na intensidade. Pode ser indicado a observação clínica sem tratamento medicamentoso, ou quimioterapia e imunoterapia. A progressão descontrolada da doença sem receber tratamento adequado levará a infecções de repetição, aumento da necessidade de transfusões de concentrado de hemácias e plaquetas e o risco de tornar a doença mais agressiva e invasiva.

MIELOMA MÚLTIPLO

O mieloma múltiplo é um câncer que afeta originalmente a medula óssea. Este quadro se caracteriza pelo aumento do número de plasmócitos, um tipo de célula que produz imunoglobulina, proteína que participa de nosso sistema de defesa.

A função dos plasmócitos é produzir e liberar proteínas designadas imunoglobulinas (IgG, IgA, IgM, IgD, IgE), que combatem e ajudam a eliminar os agentes causadores de infecção, como as bactérias ou os vírus.

O mieloma múltiplo acontece quando um grupo de plasmócitos se multiplica de forma desgovernada, passando a comprometer o funcionamento da medula óssea na produção normal dos glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. Os problemas de saúde causados podem afetar os ossos, sistema imunológico, rins e contagem de células vermelhas do sangue.

Logo no início, o mieloma múltiplo pode não causar sintomas. Conforme ele progride, as células de plasma se acumulam nos ossos, provocando dor óssea devido à doença óssea lítica, fraqueza devido à anemia, perda de peso, confusão, sede excessiva e constipação devido ao aumento dos níveis de cálcio no sangue e infecções causadas por imunoglobulinas não-funcionais.

As células plasmáticas também podem se acumular em tumorações de qualquer localização. Estas massas são chamadas de plasmocitomas extramedulares.

MIELODISPLASIA

A mielodisplasia, também chamada de síndrome mielodisplásica, é considerada um tipo de neoplasia em que a medula óssea produz células defeituosas ou ainda sem o amadurecimento suficiente para a corrente sanguínea, e tem como consequência a presença de anemia, tendência a infecções e sangramentos frequentes, que podem gerar complicações muito graves.

Apesar de poder surgir em qualquer idade, esta doença é mais comum em idosos, e na maioria das vezes, a suas causas não são esclarecidas, apesar de em alguns casos poder surgir como consequência do tratamento de um câncer anterior, com quimioterapia, radioterapia ou exposição a produtos químicos, como benzeno ou fumo, por exemplo.

A mielodisplasia pode ter cura, geralmente, alcançada com o transplante de medula óssea, no entanto, esta não é possível para todos os pacientes, sendo indicada através da avaliação do hematologista. Também existem opções de tratamento com medicamentos quimioterápicos.